
Crônicas & Opiniões | Fonte: Mauricio Martins ( jmauric@click21.com.br ) :: :: 22/02/2009
Não! Não sou psicólogo, mas apenas alguém que já foi jovem e hoje é pai de quatro adolescentes, só quero entender um pouco a geração atual, uma juventude que busca nas atitudes e aparências ser diferente (está na moda) para agradar sua galera, mas como ser diferente sem agredir os conceitos da moral e dos bons costumes.Vivemos no Brasil, um país diferente, um lugar, que tem negros, brancos, amarelos, enfim, numa sociedade que impõe valores baseados no ter e no poder, rotulando a tudo e a todos de maneira preconceituosa.
A globalização via Internet, permite um contato rápido com o mundo, onde o modismo imposto pelo consumismo cria conceitos duvidosos, que discrimina os que por algum motivo atendem um perfil correto no modo de vestir, de falar, de se comportar, desprezando os sentimentos, a cultura, os pontos de vista religiosos do individuo. Como também, não aceitam que outros experimentem a diferença, isto implica dizer que, usar tatuagem, piercing, cabelo colorido, falar em código deixa o individuo “esquisito”, um louco, um exagerado, um inconseqüente, portanto, é preciso respeitar as diferenças, olhar o próximo com olhos do coração (ver diferente), pois na verdade, a diferença encontra-se no Eu de cada individuo, na formação moral, no fortalecimento espiritual, na facilidade de amar o seu “irmão”, de ser fraterno e solidário.
Na minha época de garoto, vivenciamos os movimentos “Hippie”e “Brack-power” que pregavam o amor livre, onde o lema era: É proibido proibir. Pregava-se a convivência em comunidades sem noção da barreira entre tempo e espaço, uma juventude sem compromisso, sem obrigação ou deveres, tudo isso aliada à necessidade de paz e liberdade, uma forma de luta contra o preconceito racial na América, a guerra do Vietnam e a ditadura militar no Brasil.Em busca desta liberdade, muitos jovens ficaram cegos e não perceberam que estavam sendo usados, e cada vez mais presos a conceitos errôneos, buscando o prazer pelo prazer, sem descobrirem a verdadeira essência do prazer “a vida”.
O que aconteceu com estes jovens? Boa pergunta meu caro leitor, mas não tenho a resposta, sei apenas que Eu nasci em Bragança no Pará, e, como dizem por lá, “sou um papa-açaí” e sou feliz por ter nascido ali, junto ao rio Caeté, amei os Beatles e curti os Roling Stones, sobrevivi, (embora desde meus dezeseis anos tenha enfrentado uma barra), morando sozinho, estudando para ser alguém (que pudesse um dia construir sua família), sem me prostituir, sem me drogar, sem me corromper, na certeza de que vale apena cultivar os princípios divinos, ser honesto, ter responsabilidades, enfim, ser um “homem”de verdade.
O que devemos passar aos nossos jovens?. Qual herança que eles devem herdar?.São perguntas difíceis de responder, pois, diante de tantas diferenças, não podemos julgar alguém, sem antes conhecê-lo direito. Se faz necessário repensar alguns conceitos, fortalecer certos valores, mas principalmente amá-los como eles são.
Afinal, o Jovem de Nazaré, filho de Deus, que veio ao mundo para anunciar uma nova civilização, viveu de forma simples, contou histórias de lições lindas, realizou belos milagres, ensinou o amor, viveu o amor, é AMOR.
Nota: Esta crônica dedico aos meus inesquecíveis amigos Paulo Vitor Monteiro, Roberto Monteiro, Sanjean Jacó, Juarez, Maria Lair, Regina Célia da escola Professor Paixão, no ano de 1974.

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