
Crônicas & Opiniões | Fonte: Mauricio Martins ( jmauric@click21.com.br ) :: :: 15/03/2009
Sou daqueles que detesta a hipocrisia, prefiro ser autentico, mesmo que certas pessoas não aceitem minhas “verdades”, por isso, ao invés de falar da vida dos outros, prefiro falar da minha.
Lendo o livro de Augusto Cury, “ Maria, a maior educadora da História”, uma imensa saudade abrasou meu coração. E veio à minha memória, a figura de minha querida mãezinha, Rita Martins da Silva, (que neste domingo, 15 de março completa 75 anos).
No livro o autor nos revela a grande coragem de Maria, que aceitou participar do sonho de Deus, o qual se tornou seu próprio sonho, pois, antes de casar com seu esposo José, ao receber a visita do anjo Gabriel e aceitar a proposta de Deus, de conceber do Espírito Santo o seu filho, que vinha para libertar seu povo e por extensão toda a humanidade. Ela não hesitou do convite, mas, Maria teve medo de ser apedrejada (era costume da época), afinal, quem naquela aldeia entenderia a sua gravidez? Como explicar o inexplicável? Que parente a acolheria? Que amiga lhe daria ouvidos?
Qual religioso a entenderia? Maria, não era filha de sacerdote, mas sua relação com Deus era estreita, íntima, ultrapassando o limite da religiosidade. Maria cresceu numa nação em conflito, onde a miséria fazia parte do traçado existencial das pessoas. Roma dominava os povos com tributos pesados, onde o povo trabalhava mais e mais para saciar o luxo do Império e a vaidade do César.
Portanto, Jesus, nasceu neste mundo de miseráveis, excluídos da sociedade e da sua fé, abandonados a própria sorte, mas sem perder a esperança na vinda do Salvador. Com certeza não foi nada fácil Maria educar seu filho Jesus, para ser autor da sua própria história. Maria como toda a mãe curtia seu filho a cada momento, Ela ensinava e aprendia muito, onde a mãe descobria o filho como Ele era, e o filho descobria a sua mãe carinhosa, protetora e bondosa, a casa de Maria era uma escola viva, onde as emoções borbulhavam, a cada nova descoberta de experiências excitantes e assim formou o homem Jesus.
Há 52 anos atraz, também não foi diferente pra uma jovem de 22 anos no interior do Pará, mas precisamente na cidade de Bragança, a chamada mãe solteira, dar à luz ao seu filho, educá-lo com todas as dificuldades de sua época, para este menino, um dia ser um homem de caráter, cumpridor de seus deveres e obrigações.
Quantas vezes, quando ela reclamava de uma pequena dor de cabeça, Eu, criança pedia ao papai do céu pela sua saúde (e ainda faço até hoje), pois tinha medo de perdê-la, imaginava o que seria de mim sem o seu carinho, o seu amor. Minha mãe foi tudo pra mim, às vezes pai, irmã e irmão, meu porto seguro, minha verdadeira inspiração para lutar pelos meus sonhos e objetivos de um dia constituir minha própria família.
Com certeza, foram dias difíceis e horas árduas de trabalho e incertezas sobre meu futuro neste mundo cão, mas graças a Deus e a ti mãe, consegui superar a tudo com muita fé, dedicação e amor.
Mãe, me embala no teu colo, me faz dormir!
Pois dos teus braços fortes, eu nunca esqueci!
Quero voltar a ser criança, teu lindo bebê!
Obrigado meu amor e perdão, se te fiz sofrer!
Ps: - Esta crônica dedico a você mamãe, mulher de fibra e muita coragem. Feliz Aniversário.

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