Crônicas & Opiniões | Fonte: Ronaldo Duran ( ronaldo@ronaldoduran.com ) :: 22/01/2009
O que está acontecendo comigo? Todos sempre me chamaram de calmo. Sou do tipo que leva buzinada de mal-amado no trânsito e responde “tenha um bom dia”, ou o cara que a mulher cansa de discutir a relação e ele diz “benzinho, fala mais uma vez”. Encarnavam-me que um defunto seria mais animado que eu. Sempre evito briga, detesto confusão. Fofoca então, vivo fugindo.
Mas ultimamente uma mulher está me irritando. Tantas vezes me esquivei, mas chegou a um ponto que me vi encurralado. A repartição espantou-se, dizendo “tudo bem que ela é de doer, mas daí a te tirar do sério”. Como se eu não tivesse direito a me indignar.
Com 40 anos de idade, já passei por vários empregos. Tão certo como o ar que respiramos é encontrar puxa-saco, pessoas que servem para tornar nossa vida ainda mais espinhosa. Normal. Faz parte.
Porém, esta mulher é peculiar até no modo de puxar o saco.
Certa vez eu envolvido em meu labor e ela um pé na sala onde eu estava e outro no corredor, gritava, quase desvairada, aos quatro ventos. Admito, fora uma falha, mas facilmente dialogada se tratasse de pessoa sana.
Há uma atitude implacável de sua parte mesmo de aumentar a falha alheia a fim de humilhar ainda mais que quer que seja.
Pergunta, como uma pessoa dessa passa no teste psicológico para ser contratada?
Por que existe espaço para esta figura opressora, que os colegas chamam de puxa-saco pentelho, mas que me limito a considerar como pessoa carente de afeto, de sentido de amizade? Ela prega o discurso oficial, o politicamente correto que figura na fala dos supervisores, mas trata as pessoas como se fossem lixo. Por que nós profissionais toleramos uma rabugenta como esta? No que a gente lucra? Por que não dizemos não a pessoas como ela? Se a empresa fosse particular e ela a proprietária vai lá, mas é um órgão público, nós estamos lá por nossa competência, por passar num concurso público, pela faculdade concluída, e, sobretudo, por nosso comprometimento em servir bem.
Para selar o cúmulo da pretensão, logo após voltar de férias, há uns dois meses, em vez de nos cumprimentar, veio logo deixando crer que a empresa por pouco não parou no tempo que ela esteve fora. Que bobeira! Como se ela morresse amanhã esta empresa com mais de 50 anos de existência fosse parar. É a fala mais patética de quem se acha, que pensa que tem o rei na barriga, ou que desqualifica toda uma equipe por puro pedantismo.
Será que ela é tão forte assim ou somos nós uns covardes a ponto de achar que sequer podemos mudar a realidade a nosso alcance? O líder deve acima de tudo respeitar as pessoas, ser solidário. Cobrar regras e normas é salutar, necessário. Transparecer mediocridade, puxa-saquismo e falta de respeito denota espírito ruim.
Quem sabe estou sendo exagerando. Poder ser que ela pense que está fazendo o melhor, porque para mim é impossível existir pessoa tão mesquinha e que queira subir às custas de pisotear os sentimentos dos seus colegas. Não, eu devo estar exagerando.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
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